Nosso primeiro amor
Quem não tem curiosidade de saber a história do primeiro amor de sua amiga? E do seu amigo? Que atire a primeira rosa o homem que não tiver uma linda história guardada a sete chaves sobre seu primeiro amor. Que atire o primeiro batom a mulher que não tenha dentro do peito uma romântica e ardente história cujo protagonista é um príncipe sobre um cavalo branco.
O primeiro amor de todos nós foi aquele que veio na ponta de uma flecha. E o sujeito que trazia a flecha era um anjo (que bonito isso!). Abriu a porta do nosso coração sem pedir licença, foi entrando devagarzinho, foi se instalando e li permanece até hoje. Que atire a primeira foto antiga quem não tem uma história dessas.
Nosso primeiro amor pode ter tido as mais diversas faces, mas sua marca sempre foi a mesma e nunca saiu daquele cantinho do coração em cuja porta está escrito: segredos. Para alguns foi a professora, o gerente do Banco, a filha da vizinha, o colega que sentava ao lado. Para outros foi a melhor amiga, o craque dos jogos da escola, a artista inatingível da TV, o primo que veio de longe.
A intensidade e o tamanho do nosso primeiro amor, isso é da nossa conta, não dá pra contar por aí. Os sonhos que tínhamos com nossos primeiros amores são segredos de Estado. Até podemos contar para o melhor amigo, mas sempre escondemos aquela parte íntima, que somente a nós diz respeito. Quase não dava para esconder as mãos suadas, as batidas frenéticas do coração e as faces rubras que nossos primeiros amores provocavam, mas os olhares furtivos na sala de aula, na outra calçada e na saída do cinema, isso sim era possível disfarçar.
Dançar com nosso primeiro amor merece um parágrafo à parte. Lembram? O nervosismo, o leve tremor no corpo quando ele se aproximava e dizia: vamos dançar? E a coragem que um rapaz precisava ter para chegar na amada e “tirá-la” para uma dança, que às vezes durava a noite toda. Não raro, era empurrado para a pista pelos colegas para ganhar o impulso, nós sabíamos. Nós víamos.
Hoje, nosso primeiro amor pode estar casado com outra pessoa, pode ser nosso amigo fiel, pode ter escolhido o celibato, pode viver em outro país, pode até ter casado conosco, mas nunca perdeu o nome e a imagem de primeiro amor. Porque o primeiro é o primeiro. Ele chegou antes e foi por causa dele que aprendemos a amar. E isso é muito sério pra esquecer. Faz parte de nossas questões íntimas e certamente nos arremeteu para um aprendizado, pois foi com base no primeiro que conduzimos o segundo, o terceiro ou o atual amor da nossa vida. O meu, garanto, está bem guardado.
Neusinha Gedoz - 22.04.2008
O primeiro amor de todos nós foi aquele que veio na ponta de uma flecha. E o sujeito que trazia a flecha era um anjo (que bonito isso!). Abriu a porta do nosso coração sem pedir licença, foi entrando devagarzinho, foi se instalando e li permanece até hoje. Que atire a primeira foto antiga quem não tem uma história dessas.
Nosso primeiro amor pode ter tido as mais diversas faces, mas sua marca sempre foi a mesma e nunca saiu daquele cantinho do coração em cuja porta está escrito: segredos. Para alguns foi a professora, o gerente do Banco, a filha da vizinha, o colega que sentava ao lado. Para outros foi a melhor amiga, o craque dos jogos da escola, a artista inatingível da TV, o primo que veio de longe.
A intensidade e o tamanho do nosso primeiro amor, isso é da nossa conta, não dá pra contar por aí. Os sonhos que tínhamos com nossos primeiros amores são segredos de Estado. Até podemos contar para o melhor amigo, mas sempre escondemos aquela parte íntima, que somente a nós diz respeito. Quase não dava para esconder as mãos suadas, as batidas frenéticas do coração e as faces rubras que nossos primeiros amores provocavam, mas os olhares furtivos na sala de aula, na outra calçada e na saída do cinema, isso sim era possível disfarçar.
Dançar com nosso primeiro amor merece um parágrafo à parte. Lembram? O nervosismo, o leve tremor no corpo quando ele se aproximava e dizia: vamos dançar? E a coragem que um rapaz precisava ter para chegar na amada e “tirá-la” para uma dança, que às vezes durava a noite toda. Não raro, era empurrado para a pista pelos colegas para ganhar o impulso, nós sabíamos. Nós víamos.
Hoje, nosso primeiro amor pode estar casado com outra pessoa, pode ser nosso amigo fiel, pode ter escolhido o celibato, pode viver em outro país, pode até ter casado conosco, mas nunca perdeu o nome e a imagem de primeiro amor. Porque o primeiro é o primeiro. Ele chegou antes e foi por causa dele que aprendemos a amar. E isso é muito sério pra esquecer. Faz parte de nossas questões íntimas e certamente nos arremeteu para um aprendizado, pois foi com base no primeiro que conduzimos o segundo, o terceiro ou o atual amor da nossa vida. O meu, garanto, está bem guardado.
Neusinha Gedoz - 22.04.2008




























